Com as altas temperaturas marcando presença quase o ano todo e o aumento da umidade característicos de algumas regiões, o ciclo de vida dos ectoparasitas ganha velocidade, transformando o ambiente em um cenário propício para a proliferação de carrapatos.
No Zoo Live, observamos que este contexto traz maior vulnerabilidade para os animais de estimação, pois o carrapato não é apenas um incômodo estético ou causador de coceira, mas um gatilho biológico de patologias graves e potencialmente fatais, conhecidas popularmente como “doenças do carrapato”.
Entre as mais comuns no Brasil estão a Erliquiose e a Babesiose, que atacam as células sanguíneas e o sistema imunológico dos cães, exigindo um alto nível de atenção por parte dos tutores para que o diagnóstico não ocorra tarde demais.
Os sintomas dessas doenças podem ser traiçoeiros, muitas vezes similar a um mal-estar passageiro. O tutor deve observar se há sinais de prostração, perda súbita de apetite, febre alta e mucosas pálidas, que indiquem um quadro de anemia ou queda nas plaquetas.
Em estágios mais específicos, podem surgir sangramentos nasais, manchas avermelhadas na pele e até dificuldades locomotoras.
O grande perigo reside na fase subclínica, onde o animal parece recuperado, mas o microrganismo permanece ativo no organismo, desgastando a saúde do pet silenciosamente, até que a doença retorne de forma aguda e agressiva.
Ao notar qualquer alteração de comportamento ou, se encontrar um carrapato no corpo do animal, os cuidados iniciais devem ser cautelosos. Por exemplo, jamais remova o parasita de forma abrupta com as mãos, pois isso pode fazer com que as glândulas salivares do carrapato liberem ainda mais agentes infecciosos na corrente sanguínea do pet, além do risco da peça bucal do carrapato ficar presa na pele, causando inflamações.
Também não é recomendada a automedicação, que pode mascarar sintomas e dificultar a avaliação do médico veterinário.
O ideal é buscar assistência profissional imediata para uma avaliação minuciosa e a correta investigação clínica.
No Zoo Live, diagnósticos precisos são fundamentados em exames clínicos e em tecnologia laboratorial de ponta, com exames que possibilitam análises seguras.
É o caso da Sorologia e do PCR.
A sorologia identifica a presença de anticorpos, indicando se o animal já teve contato com o agente, enquanto o PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) é um exame de Biologia Molecular altamente sensível que detecta o DNA do próprio parasita no sangue. Essa distinção é vital, pois o PCR permite identificar a doença mesmo em fases muito iniciais, possibilitando uma intervenção rápida antes que danos sistêmicos ocorram.
Quanto ao tratamento, ele é longo e exige rigorosa disciplina por parte do tutor. Geralmente, com o uso de antibióticos específicos e suporte terapêutico para combater a anemia e fortalecer o sistema imunológico, podendo incluir transfusões de sangue em casos muito críticos.
Por isso, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz e econômica para a prevenção da saúde integral do seu pet.
Acessórios como as coleiras repelentes, comprimidos palatáveis de longa duração e o controle ambiental dos espaços de convivência do pet são formas efetivas de garantir uma vida tranquila e livre de riscos.
A saúde do seu companheiro depende totalmente da constância desses cuidados e da atenção carinhosa que ele recebe.
LEIA TAMBÉM
Check-up Geriátrico: Saúde em dia para um ano tranquilo
Endoscopia em pets: O que você precisa saber sobre a anestesia
Novembro Azul Pet – Um olhar atento para a saúde do seu Amigo
