A saúde reprodutiva de cadelas e gatas é um tema que exige vigilância constante, especialmente quando se trata de patologias que se desenvolvem de forma oculta no organismo.
Neste artigo do ZooBlog, trazemos informações que podem orientar os tutores sobre a piometra, uma infecção uterina grave e potencialmente fatal que acomete fêmeas não castradas, geralmente após o período do cio.
Um assunto sério e por isso, vale muito a leitura!
A piometra é uma condição que se caracteriza pelo acúmulo de material purulento no interior do útero, resultado de alterações hormonais que reduzem as defesas naturais do órgão e causam proliferação bacteriana.
Por ser uma doença progressiva, o entendimento sobre a sua dinâmica é o primeiro passo para garantir a sobrevivência e o bem-estar da paciente.
Os sintomas da piometra podem variar drasticamente, e estão condicionados ao fato do colo do útero estar aberto ou fechado.
Piometra aberta: nesse caso o tutor consegue visualizar uma secreção vaginal purulenta ou sanguinolenta, o que facilita a busca por ajuda.
Piometra fechada: é consideravelmente mais perigosa, pois o pus fica retido, causando uma distensão uterina severa e a absorção de toxinas pelo sangue.
Os sinais clínicos iniciais costumam ser inespecíficos, como letargia, perda de apetite e um aumento notável no consumo de água acompanhado por urina excessiva. À medida que a infecção avança, o quadro evolui para vômitos, desidratação e uma prostração profunda, indicando que o corpo está lutando contra uma sepse (infecção generalizada).
Os riscos associados à demora no tratamento são altíssimos e envolvem falência múltipla de órgãos, causada pelas toxinas bacterianas, e outros perigos iminentes como o de ruptura uterina, que eleva drasticamente a taxa de mortalidade.
Como em todos os casos, a importância do diagnóstico precoce não pode ser subestimada, pois cada minuto conta quando o útero se torna um foco infeccioso ativo dentro da cavidade abdominal.
A detecção rápida e a confirmação do diagnóstico podem salvar sua pet e a união da precisão dos exames de imagem com a análise laboratorial detalhada são imprescindíveis para conter o impacto sistêmico da doença e planejar o tratamento ou procedimento cirúrgico.
A prevenção da piometra pode ser alcançada através da castração eletiva precoce, que elimina por completo o risco de desenvolvimento desta e de outras doenças relacionadas ao trato reprodutivo.
Mas, como toda decisão definitiva, deve ser conversada com o médico veterinário de confiança do pet para a avaliação de todos os aspectos.
Já para fêmeas que não foram castradas, o acompanhamento rigoroso após cada ciclo estral é fundamental como medida vital de proteção à vida do animal.
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